O futuro do mercado de carbono será definido pela integridade. A nova SBTi 2.0 mostra por quê.

Durante muitos anos, a principal pergunta feita por empresas interessadas em créditos de carbono era relativamente simples: quantas toneladas de CO₂ esse projeto é capaz de gerar?

Essa pergunta continua importante, mas já não é suficiente.

À medida que o mercado amadurece, investidores, compradores e instituições financeiras passam a fazer uma pergunta diferente: quanto é possível confiar nesse crédito?

Essa mudança de perspectiva talvez seja uma das transformações mais relevantes do mercado voluntário de carbono nos últimos anos.

E essa evolução está muito clara na nova versão do Corporate Net Zero Standard, publicada para consulta pública pela Science Based Targets initiative (SBTi).

Uma organização que influencia milhares de empresas

Criada em 2015 por uma parceria entre o CDP, o Pacto Global das Nações Unidas, o World Resources Institute (WRI) e o World Wide Fund for Nature (WWF), a iniciativa tornou-se a principal referência mundial para validação de metas corporativas de redução de emissões alinhadas à ciência e aos objetivos do Acordo de Paris.

Sua influência é expressiva.

Hoje, mais de 11 mil empresas possuem metas aprovadas ou em processo de validação pela iniciativa. Entre elas estão organizações como Apple, Google, Nestlé, Unilever, Siemens, Schneider Electric, Vale, Suzano e Natura.

Juntas, essas empresas movimentam trilhões de dólares em valor de mercado e influenciam cadeias globais de suprimentos, investidores e consumidores.

Na prática, acompanhar a evolução da SBTi significa acompanhar a direção que boa parte da economia mundial está tomando.

A mudança não está nas metas. Está na forma de enxergar os créditos.

A versão 2.0 do Corporate Net Zero Standard mantém um princípio que nunca deixou de existir: reduzir as emissões próprias continua sendo prioridade absoluta.

Entretanto, o documento traz uma evolução importante.

Pela primeira vez, a SBTi reconhece explicitamente que créditos de carbono de alta integridade podem desempenhar um papel complementar no financiamento da transição climática.

Significa reconhecer que conservar florestas, restaurar ecossistemas e financiar projetos capazes de evitar ou remover emissões também faz parte da solução climática global.

Mas existe uma condição: os créditos utilizados precisarão demonstrar elevados padrões de qualidade, transparência e credibilidade.

Mais importante do que possuir créditos será possuir créditos em que o mercado possa confiar.

É exatamente essa evolução que orienta a estratégia da 369 EcoCredits

Na 369 EcoCredits, acompanhamos continuamente a evolução dos principais referenciais internacionais porque entendemos que eles antecipam o comportamento do mercado.

Nossa atuação não consiste apenas em conectar compradores e vendedores de créditos de carbono.

Nosso objetivo é estruturar soluções alinhadas às exigências que começam a definir a próxima geração de ativos climáticos.

  • Integridade.
  • Rastreabilidade.
  • Segurança jurídica.
  • Governança.

Esses atributos deixam de representar diferenciais e passam a constituir requisitos fundamentais para empresas que desejam construir estratégias climáticas sólidas e duradouras.

O que a SBTi espera dos créditos de carbono a partir de agora

Embora a iniciativa não reconheça certificadoras ou metodologias específicas, a proposta da versão 2.0 deixa claro quais características devem estar presentes em créditos de alta integridade.

Entre elas, destacam-se a integridade ambiental, a rastreabilidade, sistemas robustos de Monitoramento, Reporte e Verificação, segurança jurídica, permanência dos benefícios climáticos, adicionalidade e benefícios ambientais e sociais mensuráveis.

Em outras palavras, o mercado deixa de avaliar apenas o resultado final.

Passa a analisar toda a estrutura que sustenta o ativo climático.

Como esses princípios se traduzem na prática?

Os atributos destacados pela SBTi representam uma direção para todo o mercado, mas naturalmente surge uma pergunta.

Como esses princípios podem ser observados na prática dentro de uma metodologia de certificação?

Embora a iniciativa não reconheça certificadoras ou metodologias específicas, ela deixa claro que créditos de alta integridade deverão demonstrar atributos como adicionalidade, rastreabilidade, sistemas robustos de Monitoramento, Reporte e Verificação, segurança jurídica, permanência e benefícios ambientais e sociais mensuráveis.

Sob essa perspectiva, a metodologia LCS003, da Lux Carbon Standard, apresenta uma convergência bastante consistente com esses princípios.

É justamente essa convergência que merece atenção.

Como a metodologia LCS003 conversa com a SBTi?

A metodologia exige que cada projeto demonstre sua adicionalidade, estabeleça uma linha de base tecnicamente consistente, quantifique as reduções ou remoções de carbono e realize monitoramento periódico dos estoques florestais durante todo o ciclo do projeto.

Isso significa que a geração dos créditos depende da comprovação de que os benefícios climáticos não ocorreriam naturalmente sem o projeto e sem os incentivos financeiros proporcionados pelo mercado de carbono.

A rastreabilidade também ocupa posição central.

Cada projeto possui documentação técnica completa, histórico de monitoramento, auditorias independentes e registro oficial dos créditos emitidos, permitindo acompanhar todas as etapas da certificação com elevado nível de transparência.

Outro requisito importante é a existência de um sistema robusto de Monitoramento, Reporte e Verificação, conhecido internacionalmente como MRV.

A metodologia estabelece procedimentos detalhados para coleta de dados, elaboração de relatórios técnicos e auditorias por terceira parte antes da emissão dos créditos, fortalecendo a confiabilidade das informações apresentadas ao mercado.

Segurança jurídica também passou a ser um ativo

Questionamentos sobre titularidade das áreas e legitimidade dos direitos de geração dos créditos passaram a ocupar espaço importante nas discussões internacionais sobre integridade.

A metodologia LCS003 responde diretamente a essa preocupação ao exigir a comprovação da titularidade e dos direitos sobre a área logo nas etapas iniciais do processo de certificação.

Essa abordagem reduz riscos jurídicos e fortalece a segurança dos ativos climáticos desde sua origem.

É um aspecto que ganha importância crescente para compradores institucionais e investidores.

Integridade também significa olhar para o longo prazo

A metodologia estabelece mecanismos destinados a garantir a permanência dos benefícios climáticos, exigindo gestão de riscos, monitoramento contínuo e medidas para evitar reversões da conservação florestal ao longo do período de geração dos créditos.

Ao mesmo tempo, reconhece que projetos de conservação produzem resultados que vão além do carbono.

Conservação da biodiversidade, proteção dos ecossistemas e benefícios socioeconômicos para as comunidades envolvidas são monitorados e reportados de forma estruturada, conferindo aos co-benefícios o mesmo rigor aplicado ao próprio ativo ambiental.

Outro aspecto merece destaque: a independência das auditorias.

Na Lux Carbon Standard, a entidade responsável pela validação e verificação é definida por sorteio, sem interferência da certificadora, do desenvolvedor do projeto ou do proprietário da área.

Embora a SBTi não estabeleça esse mecanismo específico, ela reforça a importância de processos independentes de validação e verificação como elemento essencial da integridade.

A próxima pergunta do mercado já mudou

Durante muito tempo, a principal preocupação era quantos créditos um projeto seria capaz de gerar.

A nova geração de compradores tende a fazer outra pergunta.

Qual é o nível de confiança que esse ativo transmite?

Talvez essa seja a principal mensagem da nova SBTi.

A próxima fase do mercado de carbono não será definida apenas pela quantidade de créditos disponíveis. Será definida pela capacidade desses ativos de demonstrarem integridade, transparência, segurança jurídica e governança.

Para empresas que desejam utilizar créditos de carbono como parte de suas estratégias climáticas, compreender essa transformação deixará de ser um diferencial competitivo.

Passará a ser uma condição para tomar decisões mais seguras em um mercado cada vez mais sofisticado.

A 369 EcoCredits acredita que a confiança será o ativo mais valioso da próxima geração do mercado de carbono. Por isso, estruturamos nosso portfólio com projetos de conservação florestal de alta integridade nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, além de créditos provenientes de geração de energia renovável, sempre priorizando ativos alinhados às melhores práticas internacionais, com rastreabilidade, segurança jurídica e visão de longo prazo.

Em um mercado em constante evolução, escolher o parceiro certo torna-se tão importante quanto escolher o ativo certo.

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